Réveillon no Rio não vai ter queima de fogos nem aglomeração em Copacabana

Rio – Depois de São Paulo cancelar o Réveillon e anunciar, na sexta-feira, o adiamento do Carnaval, por conta da pandemia, a Prefeitura do Rio também bateu o martelo: a maior festa de Réveillon do mundo, na Praia de Copacabana, não acontecerá este ano. Pelo menos não nos moldes tradicionais, com a grandiosa queima de fogos e a reunião de quase 3 milhões de pessoas. A informação foi confirmada ontem ao DIA, pela Riotur. E a festividade de Momo segue pelo mesmo caminho: as escolas de samba e blocos de rua só querem desfilar após a população ser imunizada contra a covid-19.Segundo a Riotur, será apresentado ao prefeito Marcelo Crivella, nos próximos dias, sugestões de formatos para o evento da virada, “preservando prioritariamente a segurança das pessoas e considerando também uma atmosfera de reflexão e esperança diante de tantas perdas sofridas”. A ideia é que sejam realizados espetáculos em diferentes pontos da cidade, sem público, com transmissão online e aberto apenas à imprensa. As atrações ficariam por conta de um show de luzes e show musical após a meia-noite.

Alguns locais já cotados para a realização da festa são a própria Praia de Copacabana, o Cristo Redentor e o Morro da Urca. Mas a confirmação depende, principalmente, de recursos financeiros. A assessoria da Riotur destacou, ainda, que não enxerga essa virada como uma festa, mas sim um momento para passar aos cariocas uma mensagem de renovação.Já sobre o Carnaval, a secretaria municipal adotou uma posição parecida com a do Réveillon e informou que o modelo praticado há anos não é viável no atual cenário, sem a imunização contra o novo coronavírus.A Riotur disse aguardar a próxima assembleia da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), que definirá o rumo dos desfiles. “Para o Carnaval de rua, a Riotur tem mantido conversas com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público, que participou da criação do Protocolo de Intenções e garantiu melhorias à folia”.Carnaval na Sapucaí será pouco provávelMarcada para meados de setembro, a reunião da Liesa já causa repercussão entre os presidentes das agremiações do samba, principalmente após a decisão da Prefeitura de São Paulo de remarcar o evento para maio ou junho de 2021. Para Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, a esperança é de que algo mais concreto sobre a vacina seja divulgado até a plenária. “Carnaval é aglomeração. Não dá para pensar nessa festa sem público, com componentes de máscara”.Na Vila Isabel, o presidente Fernando Fernandes definiu como inviável realizar Carnaval em junho. “Não dá para desmontar tudo e fazer outro em fevereiro de 2022. É uma situação muito delicada, mas sem vacina não tem Carnaval”, disse. Por sua vez, o presidente da Mangueira, Elias Riche, sugeriu que em meados do próximo ano seja realizada uma apresentação menor das escolas e sem pontuação, “para o povo brincar”.Representantes de blocos de rua, a Sebastiana e a Liga do Zé Pereira acreditam ser precipitado definir data para a festa e pedem uma conversa com a Riotur.

Silvio Caldas

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