Abuso sexual e violência doméstica: ex-testemunhas de Jeová acusam igreja de encobrir crimes e proteger predadores

Lesões na nuca e na cabeça, nos braços e nas costas. Um exame de corpo delito atesta as marcas no corpo da carioca A. P. Ela relata que o marido a espancou depois de tentar forçá-la a fazer sexo em um momento em que ela não queria.

A jovem E. B. não ficou com hematomas no corpo, mas conta que os traumas de um abuso sexual cometido por um líder religioso quando ela era pequena a marcaram durante toda a vida.

Ambas eram Testemunhas de Jeová quando foram vítimas dos crimes, contam, assim como seus abusadores.

E. B. e A. P. estão entre as seis ex-Testemunhas de Jeová que disseram à BBC News Brasil terem sido coagidas a procurar a igreja — e não a polícia — quando eram vítimas de algum ataque. Elas afirmam que a organização teria acobertado os crimes e protegido predadores.

Parte dos crimes, dizem, foram cometidos por “anciãos” — homens respeitados dentro da igreja, que têm privilégios e atuam como conselheiros e juízes.

Silvio Caldas

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