MPF manda retirar do ar vídeo de ‘feijão da cura’ do pastor Valdemiro

Na última segunda-feira, 11, o Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo enviou entrou com um pedido de retirada do ar dos vídeos no Youtube em que o pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus, aparece oferendo sementes de feijão como cura para o novo coronavírus.

O Google teria cinco dias para cumprir a medida. No documento, os procuradores também pedem que a empresa mantenha o material “preservado e acautelado em arquivos e na íntegra”, para “eventuais e futuras providências de responsabilização processuais”.

O procurador federal Wellington Cabral Saraiva, da Procuradoria Regional da República da 5ª Região, no Recife (PE), afirma que o líder Igreja Mundial “usa de influência religiosa e da mística da religião para obter vantagem pessoal (ou em benefício da igreja), induzindo vítimas em erro, pois não há evidência conhecida de cura da Covid-19 por meio de alguma divindade nem por ingestão ou plantação de feijões mágicos”.

Segundo o G1, este não é o primeiro ofício solicitado pelo MPF direcionado ao líder religioso. Uma notícia crime foi enviada na última sexta-feira, 8, ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) pedindo investigação do pastor Valdemiro por suposta prática de estelionato.

No vídeo, o pastor fala da planta e pede o “propósito de R$ 100 a R$ 1 mil” por ela.

“Na última reunião de bispos e pastores, apresentando com exame, com laudo médico, gente curada de coronavírus. Em estado terminal, podemos dizer assim. Gravíssimo, num estado muito avançado. E Deus operou e fez maravilha. E tá ali o exame, para quem quiser. Seria bom uma reportagem na Globo, na Bandeirantes, na Record, no SBT, na RedeTV!, para mostrar ao povo o poder de Deus. Aí você vê como é importante a semente, a semeadura. Então o povo obedeceu a José e semeou na terra. E a terra deu o retorno. Toda família se fartou e conseguiu venceu a crise, a epidemia”, dizia o pastor.

No fim da tarde desta terça-feira, 12, o vídeo já não estava mais disponível na plataforma.

Silvio Caldas

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